domingo, 11 de julho de 2010

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Holy Mountain by Alejandro Jodorowsky, 1973

Esta película de Jodorowsky caracteriza-se por uma narrativa não-linear, pouco convencional, que desenha uma arritmia na sequência da "história".
Estamos perante um fenómeno de estética ligada a um ateísmo politico, religioso e histórico, onde as acções encenadas procuram evocar instituições, crenças, factos históricos, mas sempre com uma certa ironia e irreverência na forma como faz passar a mensagem. Encaminha-nos para um void psycadelico com elementos do subconsciente, onde através de nove elementos recria mundos paralelos, reais e irreais.
Cinema livre, com planos que se evidenciam: a multiplicação de Cristo; o desfilar de cabritos em carne viva; a recriação da tomada do México feita pela mão de iguanas e rãs; um guru que amamenta um homem; etc.



















O realizador transporta o espectador para um mundo onírico, fantasioso, e anárquico porém as mensagens subliminares apresentam-se de forma clara, com um rigor imagético surreal e com um sentido de ambiguidade nas formas, cores e texturas, pinceladas que no final produzem uma amalgama de emoções mais ou menos digeridas, sendo que se pode tirar várias elações desta grande obra cinematográfica.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

terça-feira, 20 de abril de 2010

Rabbia: Pier Paolo Pasolini

LA RABBIA DI PASOLINI: Em 1963, com base em material filmado na Itália, mas também na União Soviética, na Tchecoslováquia e no Reino Unido, Pasolini conclui a montagem de um filme-documentário, destinado a apresentar a sua análise, polémica e poética, sobre os fenómenos sociais e os conflitos políticos do mundo moderno: desde a Guerra Fria, ao "Milagre económico", à comunicação de massa, passando por Marilyn Monroe.
A experiência cinematográfica e intelectual, inédita e visionária, de Pasolini, é abruptamente interrompida pelo próprio produtor. Preocupado pela matriz socialista da análise pasoliniana, o produtor resolve "equilibrar" a afirmação ideológica original através da transformação do documentário num filme a quatro mãos, confiando a segunda parte ao escritor Guiovannino Guareschi, conhecido pelas afirmações políticas opostas àquelas do realizador Bolonhês.
Pasolini, apesar do desgosto, é portanto obrigado a "amputar" o seu trabalho, eliminando cerca de 16' de imagens e comentários para deixar espaço ao trabalho de Guareschi: o corte acaba por legar uma obra fragmentada e incoerente, que desperta pouca atenção também porquê rapidamente retirada das salas.
Em 2008, Bertolucci dedica-se a um trabalho de pesquisa filológica, das imagens e do guião, organizando material filmado da época de acordo com a ideia original e com os apontamentos, muito precisos, de Pasolini: o resultado é uma reconstrução mais coerente da obra e, ao mesmo tempo, uma homenagem e uma indemnização cultural ao GRANDE poeta e realizador.

Um Monumento!!!

quarta-feira, 10 de março de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010